quarta-feira, 15 de julho de 2009

PRINCIPAIS ROTINAS TRABALHISTAS


Júlio César Zanluca do site Guia Trabalhista

Não é fácil administrar uma empresa. Especificamente, na área trabalhista, há dezenas de questões que devem ser observadas.

Abaixo, tento sintetizar uma coletânea de rotinas trabalhistas que toda empresa deveria acompanhar, visando estar adequada à legislação laboral, evitando multas pela fiscalização e reclamatórias dos empregados:

  1. Contrato de Experiência – na contratação, estipular prazo de 30 dias com prorrogação posterior para mais 60 dias – total de 90 dias.
  2. Acordo de compensação jornada normal – verificar se os acordos de compensação de horas (sábados) estão formalizados.
  3. Quadro Horário de Trabalho – verificar existência, preenchimento e atualidade.
  4. Trabalho de menores – verificar as normas específicas para este grupo.
  5. Estagiários – verificar a existência de convênios e contratos por escrito e a estrita observância da legislação, que teve alterações recentes, para não caracterizar contrato de trabalho.
  6. FGTS e INSS – verificar regularidade de recolhimento e correto preenchimento da GFIP. Sugere-se a obtenção de negativas a cada 6 meses.
  7. Salário Família – verificar a documentação exigida pelo INSS de cada funcionário que recebe o benefício.
  8. CIPA – verificar a obrigatoriedade da semana de prevenção de acidentes de trabalho e da instituição da comissão interna.
  9. Salários: verificar se o piso da categoria e do respectivo Estado (prevalece o maior piso) está sendo respeitado.
  10. IRF – verificar a correta retenção na folha de pagamento.
  11. Livro de Inspeção do Trabalho – verificar a existência.
  12. Normas de Segurança e Saúde do Trabalho – verificar quais normas são exigíveis para a aplicação e instrução dos funcionários.
  13. Ficha de registro de funcionários: verificar correto preenchimento e atualização de dados.
  14. Acordos ou Convenções Coletivas: aplicação de reajustes salariais, normas específicas sobre benefícios e outros itens negociados.
  15. Horas extras: especial atenção neste item. As horas extras habituais geram uma série de novos direitos e precisam ser analisados, quanto à necessidade e dispendiosidade.
  16. Intervalos de jornadas: verificar o período mínimo de 1 hora no almoço e 11 horas entre uma jornada e outra.
  17. Trabalho aos domingos e feriados: verificar escala dominical e remuneração extraordinária nos feriados.
  18. Horas noturnas: trabalhadores que atuam entre 22 horas e 5 horas – remuneração adicional de 20%.
  19. Cartão ponto: Para os estabelecimentos de mais de dez trabalhadores será obrigatória a anotação da hora de entrada e de saída, mas recomenda-se que o procedimento seja feito também para todos os trabalhadores, independentemente do porte da empresa, visando resguardar-se em ações trabalhistas (horas extras e outras reclamações).
  20. Férias: verificar e planejar a não incidência de férias em dobro. Não podem ser concedidas férias num período menor que 20 dias.
  21. Verbas extra-salário: ajudas de custos, benefícios, etc. precisam ser reavaliados para que não possam surgir contingências (incorporação aos salários).
  22. Descanso Semanal Remunerado: verificar se o DSR está sendo pago para horistas.
  23. Descontos salariais: todos os descontos salariais extras (farmácia, vales, etc.) precisam ter autorização POR ESCRITO do funcionário. Não é admissível desconto de dízimo ou contribuições em folha – mesmo por escrito!
  24. Contribuição sindical dos empregados: em março de cada ano desconta-se 1/30 para o sindicato. Verificar a exigência, na convenção coletiva, de outros descontos exigíveis para os funcionários da categoria.
  25. Contribuição sindical patronal: verificar o recolhimento anual.
  26. Equiparação salarial: analisar desníveis salariais que poderiam justificar uma ação trabalhista de equiparação.
  27. Recibos salariais: observar assinaturas nos holerites e respectivo arquivamento.
  28. Arquivamento das folhas de pagamento – sistema eletrônico – verificar atendimento da Portaria INSS-DIREP 42/2003.
  29. Salário-maternidade: observar se as normas do INSS estão sendo atendidas.
  30. Autônomos: especial cuidado para não caracterizar tais profissionais como funcionários. Verificar também retenção de 11% no pagamentos a tais profissionais, bem como o IRF devido.
  31. Cooperativas médicas: verificar o recolhimento do INSS sobre o pagamento a Unimeds e outras cooperativas que atuam em saúde.
  32. Rescisão de contratos de trabalho: atentar para homologação sindical.
  33. Reclamatórias trabalhistas – acordos: atentar para o recolhimento do INSS, se for o caso. Agilizar a possibilidade de realizar conciliação prévia sindical.
  34. Cálculos trabalhistas: férias, 13º salário, DSR, descontos legais, etc. Verificar se o programa informatizado atende e calcula todas as variáveis exigidas.
  35. Vale transporte: verificar a existência de opção ou não deste benefício. O funcionário precisa se manifestar por escrito.
  36. Empréstimos a funcionários: devem ser contratados por escrito.
  37. RAIS e CAGED: verificar entrega regular de tais informações ao MTE.
  38. Terceirização de atividades: verificar condições que os trabalhadores terceirizados atuam, especialmente em relação à segurança.
  39. Documentação do funcionário: estipular normas para que toda a documentação do funcionário, na admissão, seja realizada de forma completa e o registro seja feito imediatamente na respectiva admissão.
  40. Telefonistas e outras categorias diferenciadas: verificar cumprimento do horário reduzido de trabalho.
  41. Trabalho voluntário: para pessoas que executam atividades administrativas regulares, em entidades com finalidades não lucrativas - estipular termo de adesão.
  42. Agenda trabalhista e previdenciária: acompanhar, mensalmente, os recolhimentos e cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias. Determinadas obrigações acontecem 1 vez por ano (como Mapa de Avaliação de Riscos), outras, mensalmente (como recolhimento do IRF).
  43. Contratação de deficientes: observar a obrigatoriedade de contratação.
  44. Guarda de Documentos Trabalhistas: respeitar o prazo mínimo de arquivamento.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Série Recursos Humanos: O que é Coaching e Mentoring I


Traduzido by James Ribeiro

do site Coachingnetwork.org


Tanto coaching quanto mentoring são processos que habilitam indivíduos e corporações no alcance de seu completo potencial.

Coaching e mentoring compartilham muitas similaridades. Daí faz sentido sublinhar os aspectos em comum de ambos os processos, sejam eles profissionais e pagos ou filantrópicos e grátis.


  • Facilitam a exploração das necessidades, motivações, desejos, habilidades e processos de pensamento a fim de assistir ao profissional em transformá-los em realidade.
  • Utilizam perguntas de forma técnica para facilitar ao cliente o desenvolvimento de estratégias próprias na identificação de soluções e atitudes ao invés de uma estratégia totalmente diretiva.
  • Apóiam ao cliente na escolha de objetivos apropriados e de métodos de acompanhamento do progresso na direção destes objetivos.
  • Observam, escutam e fazem perguntas para entender a situação do cliente.
  • Aplicam criativamente ferramentas e técnicas que podem incluir one-to-one training, facilitating, counselling & networking.
  • Encorajam o comprometimento para a ação e o incremento contínuo do crescimento e da mudança pessoais.
  • Mantém uma atenção incondicionalmente positiva. O coach deve ser sempre apoiador e despido de preconceitos para com o jeito de ser do cliente, suas perspectivas, estilo de vida e aspirações.
  • Certifica-se do desenvolvimento das competências pessoais do cliente e evita a dependência psicológica.
  • Acompanha os resultados do processo, utilizando indicadores dos objetivos a fim de assegurar o sucesso do processo e o atingimento dos objetivos pessoais do cliente.
  • Encoraja o cliente na busca contínua do desenvolvimento de competências e faz novos contratos psicológicos quando necessários para atingir novos objetivos.
  • Trabalha dentro da sua área de competência.
  • Possui qualificações e experiência em transmitir habilidades.
  • Gerencia o relacionamento a fim de garantir que o cliente recebe o nível ótimo de suporte, nem de mais nem de menos.


Definições Úteis

O laço comum que une todos os tipos de coaching & mentoring é que estes serviços oferecem um ambiente para a análise, a reflexão e a ação que basicamente possibilitam ao cliente alcançar o sucesso em algumas competências para a vida e trabalho. de sua vida.

Aqui estão algumas definições...

Coaching é…

"o processo que faz a aprendizagem e o desenvolvimento acontecerem e assim aperfeiçoar a performance. Para ter sucesso, o Coach precisa ter conhecimento e entender tanto o processo quanto os estilos, habilidades e técnicas que são apropriadas no contexto no qual o coaching acontece"

Eric Parsloe, The Manager as Coach and Mentor (1999) page 8. Eric is a respected author and Director of the OCM

Mentoring é...

"uma ajuda off-line dada de uma pessoa para outra possibilitando significativas mudanças no conhecimento, trabalho e pensamento."

Clutterbuck, D & Megginson, D, Mentoring Executives and Directors (1999) page 3 (available in the bookshop). David Clutterbuck & David Megginson are both founder members of The European Mentoring and Coaching Council and highly respected authors, academics and consultants in the mentoring arena.



A Diferença entre Coaching e Mentoring

Como visto acima, há muitas similaridades entre coaching e mentoring. Mentoring é visto tradicionalmente como o seguir o caminho de um mais antigo e sábio colega de trabalho que transmite conhecimento, experiência, abre portas para oportunidades que estariam naturalmente fora do alcance do "calouro". Por outro lado, coaching não tem como escopo a experiência do coach diretamente na atividade do cliente, embora possa ser necessário caso as competências a se desenvolver sejam bastante específicas e singulares daquela atividade laboral.

Portanto, há profissionais oferecendo o serviço de mentoring que não tem a direta experiência com o trabalho específico do cliente e outros oferecendo serviços de coaching, mas com escopo de mentoring.

A moral da história, então, é que você precisa definir quais são as suas necessidades, a sua demanda, antes de escolher a consultoria apropriada à sua realidade, qualquer que seja o nome dado ao serviço ofertado.



Business coaching & mentoring

Desenvolvimento organizacional, mudanças trazidas por fusões e aquisições assim como pela necessidade de possibilitar aos colaboradores o suporte para desenvolver as suas carreiras e funções, inspira as companhias a buscar por coaching ou mentoring.

Ao mesmo tempo, o coaching e o mentoring que estavam reservados somente aos gerentes senior e diretores das companhias, agora estão disponíveis para todos como ferramentas tanto de desenvolvimento profissional quanto pessoal. Coaching e mentoring estão, também, intimamente ligados com a transformação nas iniciativas dentro da organização a fim de ajudar o staff a aceitar e se adaptar às mudanças de modo consistente com os seus valores e objetivos pessoais.

Coaching e mentoring, quando focam no indivíduo, podem aumentar a moral, a motivação e a produtividade além de reduzir o turnover, pois as pessoas sentem-se valorizadas e conectadas tanto com as pequenas quanto com as grandes mudanças organizacionais.

Os programas de coaching e mentoring geralmente se provam bastante populares entre os empregados, uma vez que o coaching busca alcançar um equilíbrio entre o cumprimento dos objetivos e metas organizacionais levando em conta as necessidades individuais dos colaboradores. É uma relação "ganha-ganha" na qual tanto a organização quanto o colaborador tem benefícios significativos.

Há também uma tendência crescente de se assumir crescentes responsabilidades na empresa no bojo do desenvolvimento pessoal e profissional estimulado pela empresa. Há, também, um crescente número de profissionais contratando coaches e mentores. Alguns buscam mudanças na carreira, mas há também outros que buscam maximizar o seu potencial enquanto profissionais, interessados em encontrar equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho.


quinta-feira, 25 de junho de 2009

Poesia em Prosa II: Reflexões sobre a passagem da vida

Hoje ele comemora 30 anos.
Não sabe se mais sábio ou mais experiente. Só sabe que tem acordado de um sonho. Aprendeu que deve viver na realidade, na pura realizade. Dura realidade. Sem, porém, abandonar a esperança de que o sonho se concretize.
Sonho. Devaneio. Coisa de adolescente.
Sinceridade. Lealdade. Amizade sem amanhã. Disposição para fazer o que der e vier à telha, à cabeça. "Somos o que queremos ser, sonhos que queremos ter"
Dizem:
"Como seria o mundo se todos fizessem o que realmente querem. Se todos fossem adolescentes, acreditando que o mundo se ajusta plenamente às suas expectativas e fugas, sem consequências posteriores."
Ele responde que não sabe. Mas que tinha vontade de saber. Afinal, sempre os ponderados dominaram o mundo. Não temos idéia do que seria um mundo realmente livre.
É! Mas ele resolveu viver a realidade. Quem sabe, um dia, na velhice da sabedoria, veja que o tempo passou e ele... poderia ter vivido melhor...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Escolhendo a carreira certa: Primeiro Passo







Quando alguem deseja entrar no mundo do trabalho ou melhorar a sua carreira, algumas questões são necessárias:
  • Qual a carreira que melhor se ajusta a minhas competências?
  • Que tipo de formação e de treinamento são necessários?
  • Como eu deverei manter estas competências atualizadas no atual mundo high-tech?
  • E, enfim, de onde eu começo?
Deixando tempo para aprender sobre seus valores, personalidade, trato, competências e interesses pode ajuda-lo a escolher a carreira melhor para você.
Isso será tema da nossa próxima postagem. Escolhendo a carreira certa: Segundo Passo.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Formas de melhorar a escrita


Conforme prometi, aqui vão alguns exercícios para melhorar a sua habilidade de escrita.
Divirta-se!
  • Escolha dez pessoas que você conhece e escreva uma descrição delas em apenas uma frase.
  • Grave cinco minutos de um programa de rádio com o seu celular ou mp3. Transcreva o diálogo e adicione descrições narrativas dos locutores e das ações como se você estivesse escrevendo uma cena.
  • Escreva uma biografia sua de 500 palavras.
  • Escreva seu obituário. Escreva todas as realizações de sua vida. Você pode escrevê-lo como se você morresse hoje ou cinqüenta anos no futuro.
  • Descreva seu quarto em 300 palavras.
  • Escreva um entrevista com você mesmo, um conhecido, uma figura famosa ou um personagem de ficção. Faça isso no estilo de uma revista apropriada (ou não) para este fim, como a Veja, Caras, Rolling Stone, Nova, Capricho ou Vip.
  • Escolha um jornal ou revista. Encontre um artigo de seu interesse e use-o como base para uma cena ou história.
  • Mantenha um diário de um personagem ficcional.
  • Escolha um trecho de um livro, favorito ou não, e reescreva a passagem em um estilo diferente do original, como noir, romance gótico, pulp fiction ou história de horror.
  • Escolha um autor, um que você gosta mas não necessariamente seu favorito, e faça uma lista das características que você gosta no estilo dele. Faça isso puxando pela memória, sem reler as obras. Após, releia alguns dos trabalhos e veja se você perdeu algo ou se suas respostas mudam. Analise que elementos do estilo de escrita dele você pode acrescentar ao seu próprio e quais você não deve ou não pode. Lembre-se que seu estilo é seu e que você só deve pensar em maneiras de acrescentar ao seu estilo. Nunca tente imitar alguém em mais do que em um ou dois exercícios.
  • Pegue um trecho de algo que você escreveu em primeira pessoa e verta-o para terceira pessoa ou vice-versa. Você também pode tentar este exercício alterando a tensão, os narradores ou outro elemento estilístico. Não faça isto com um livro inteiro. Prefira obras curtas. Uma vez que você começou com um estilo, nunca releia o que você já escreveu ou você gastará seu tempo reescrevendo em vez de escrever.
  • Tente identificar sua memória de infância mais remota. Escreva tudo o que você consegue lembrar sobre ela. Reescreva como se fosse uma cena. Você pode escolher fazer isto com a sua perspectiva atual ou com a sua perspectiva na época.
  • Relembre uma antiga discussão com outra pessoa. Escreva sobre a discussão sob o ponto de vista da outra pessoa. Lembre que a idéia é escrever sob a perspectiva dela, e não da sua. Este é um exercício para falar através de outro, não para provar se você está certo ou errado.
  • Escreva uma descrição de 200 palavras de um local. Você pode usar qualquer dos 5 sentidos, exceto a visão: você pode descrever como ele faz você se sentir, como soa, como cheira e até seu gosto. Tente escrever a descrição de maneira que as pessoas não perderão os detalhes visuais do local.
  • Sente em um restaurante ou local movimentado e escreva fragmentos dos diálogos que você ouve. Escute as pessoas à sua volta - como falam e quais palavras usam. Uma vez que isto esteja feito, você pode praticar terminando seus diálogos. Escreva a sua versão do que vem a seguir no diálogo. Combine o estilo de sua escrita com o estilo das pessoas.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Jorge Luís Borges


"Cada um de nós colabora, de um modo ou de outro, neste mundo. Cada um de nós quer que este mundo seja melhor. E, se o mundo realmente melhora, eterna esperança; se a pátria se salva - por que não haverá de salvar-se a pátria? - nós seremos imortais nessa salvação, não importa que conheçam ou não nossos nomes. Isto é o mínimo. O importante é a imortalidade. Essa imortalidade se concretiza nas obras que deixamos, na memória que alguém deixa nos outros...."


quinta-feira, 11 de junho de 2009

Prosa em Poesia III: A Porta

By James Ribeiro


Uma porta

Uma passagem

Não conheço

Desconheço

Invado, melado

A porta

Acesso

Vento

Gente

Um dia viajando pelo interior, vários interiores, vi pessoas sentadas à porta, vi que conversavam. Eu viajava, eu via, eu velejava ao vento vendo as con-versas versos vieram a mim. Vejo-me. Vinho. Vida minha.

Prosa em Poesia II: Vento do amor

By James Ribeiro

Você é para mim
Qual flor destemida
Que no meio do deserto da vida
Brotou numa beleza sem fim

Qual pássaro em vôo
Que seu canto liberta
Num espaço infindo, felicidade aberta

Sinto minha vida expandir
Livre pra correr aos teus braços.


terça-feira, 9 de junho de 2009

Série Recursos Humanos: Modelo de Entrevista de Descrição de Cargos



Do site RHPortal

Nome: Rafael Título do cargo: Atendente de loja
Departamento: Loja Superior Imediato: Gerente de loja

Sumário dos deveres: escreva com suas próprias palavras tudo aquilo que você faz:
O trabalho exige fazer praticamente tudo de um pouco na loja, ou seja, organizar as roupas, trazer as roupas do depósito para frente, limpar e arrumar a vitrine e sempre atender os clientes de um jeito que o encante que ele quer e algo mais que acabe complementando a compra.
Qualificações profissionais: relacione os conhecimentos que você utiliza em seu trabalho:
As qualificações exigidas são ter um curso de vendas, um de informática e até às vezes um curso de vitrine, mas não é obrigado.
Equipamentos: relacione as máquinas ou instrumentos (calculadora, computador, motor) que você opera como parte de seu trabalho:
Os equipamentos utilizados são poucos, pois a função é atender os clientes para vender, mas acaba usando a calculadora para somar os valores e também um valor que o cliente queira parcelar no cartão de crédito.
Responsabilidades: relacione todas as suas responsabilidades em ordem decrescente de importância e a percentagem de tempo a elas dedicadas por mês:
As responsabilidades são inúmeras como a pontualidade, boa aparência e boa comunicação, limpar e organizar as roupas, fazer um levantamento de estoque para fazer pedido de produtos que faltam uma vez por semana, o trabalho é realizado durante oito horas diárias, sendo que na temporada a jornada de trabalho será conforme o movimento, tendo uma comissão de 4 % sobre as vendas realizadas.
Contatos: liste os contatos com outros departamentos ou empresas. Defina os deveres e responsabilidades envolvidas nesses contatos internas e externas:
O trabalho possui três departamentos: loja; depósito e caixa; por isso acaba-se trabalhando em todos setores, mas na hora de movimento na loja a prioridade é atender os clientes.
Supervisão exercida: seu cargo tem responsabilidades por supervisão de pessoas?
Não
Supervisão recebida: qual a freqüência da supervisão que você recebe de seu superior?
Freqüentemente
Decisões: explique abaixo as decisões quem você toma no desempenho de seu cargo:
As decisões tomadas são procurar tomar iniciativa e disposição para organizar e especificar as formas de pagamentos para os clientes.
Condições de trabalho: descreva as condições sob as quais você trabalha, como ruídos, temperaturas quentes ou frias, trabalho externo, condições desagradáveis:
As condições são boas, mas às vezes aparecem algumas situações desagradáveis como o atendimento super rápido durante um movimento grande.
Requisitos exigidos pelo cargo: indique os requisitos mínimos necessários ao cargo.
Escolaridade: Ensino médio completo
Experiência: 6 meses de experiência na função registrada na carteira
Conhecimentos específicos: Informática, curso de vendas.
Habilidades: Boa comunicação, disposição, interesse, flexibilidade e agilidade.
Informação adicional: descreva abaixo toda informação adicional não incluída nos itens anteriores.
O horário é mutável, por isso o atendente de loja deve estar sempre disposto para sujeitar a qualquer horário que lhe for solicitado, ocorre com mais freqüência nos domingos e feriados.
Descreva separadamente cada uma das suas tarefas diárias (que se repetem com freqüência):
- O que você faz?
A função de operador de caixa é ficar no check-out passando compras, prestar um ótimo atendimento e por fim cobrar os valores certos.
- Como é feito? (Utiliza-se de equipamentos ou materiais)?
O trabalho é executado com o auxílio de equipamentos eletrônicos como, o scanner para a leitura dos códigos de barra, o pinpad para passar os cartões de crédito ou débito e as sacolas para embalar as compras.
- Quando é feito?
O trabalho é realizado durante oito horas diariamente no setor da frente de caixa sendo selecionado a cada dia um caixa diferente para operar e é feito para estar mudando de posição na hora de passar as compras, pois faz movimento repetitivo Nos finais de semanas e feriados os turnos mudam com freqüência.
- Para que é feito? (Razões para a execução dessas tarefas)
As tarefas têm como objetivo de estar prestando um ótimo atendimento e um trabalho com alta eficiência e eficácia para os clientes dando o máximo de si, com atenção e uma boa agilidade na hora de passar as compras e até ir selecionando os produtos para o embalador colocar na sacola separadamente tanto frios, enlatados, massas e produtos de limpeza.
Descreva a ordem de importância das tarefas realizadas:
A importância das tarefas é manter uma boa postura; cumprimentar os clientes de forma cordial; passar as compras com agilidade e facilidade para o embalador conseguir embalar separado nas sacolas sem dano de prejudicar os produtos; ter atenção para quaisquer dúvidas e cobrar os valores exatos.
Descreva a freqüência diária, semanal e mensal das tarefas:
As tarefas diárias são ficar no caixa passando as compras e cobrando os valores corretos; as tarefas semanais são fazer uma limpeza geral no caixa na segunda-feira onde são selecionados três operadores para ajudar e por fim as tarefas mensais são justificar os valores negativos e assinar o quebra de caixa.
Qual o nível de instrução mínima necessária para ocupar este cargo? Não é preciso mencionar o seu, mas aquele que você considera necessário para o exercício satisfatório do cargo:
Ensino médio completo ou cursando nível superior.
Que outros conhecimentos você considera necessário para realização deste trabalho?
Conhecimento em informática e um curso de atendimento ao cliente.
Qual tempo mínimo de experiência que alguém com nível de instrução indicado anteriormente necessita para desempenhar satisfatoriamente as tarefas do cargo? Seria necessária experiência prévia em outros cargos?
O tempo mínimo é de três meses sendo que apresente um bom desempenho no cargo anterior, mas é feitos treinamento com auxílio de um funcionário mais experiente na função.
Na sua opinião quais as tarefas mais complexas que são desempenhadas neste cargo? Por quê?
As tarefas mais complexas são na hora de movimento na loja quando a fila do caixa está cheia de clientes estressados querendo ser atendidos o mais depressa possível. A concentração e agilidade nesse momento são cruciais.
Você é supervisionado por alguém? Como o seu superior supervisiona o seu trabalho?
Sim, pelo fiscal de caixa e o chefe da frente de caixa, a maneira que supervisiona é orientar surge alguma divergência.
Quais as decisões que você precisa tomar no desempenho do seu cargo?
As decisões que tomam é chamar o fiscal de caixa ou chefe quando surge alguma situação divergente tanto nos cartões de créditos ou cheque no Serasa.
Na sua função você tem acesso a documentos ou dados confidenciais? Quais?
Sim, os documentos de identidades dos clientes para conferência dos dados e valores de documentos tanto de cartões, cheques ou dinheiros altos.
Quais os prováveis erros que podem ser cometidos na sua função? Esses erros podem ser constatados?
Passar compras depressa, sendo que o leitor não consiga captar todos os códigos de barra. Podem ser constatados passando as compras e esperar um pouco para processá-las.
Quais as máquinas ou equipamentos que você utiliza para realizar suas funções?
O ECF (emissor de cupom fiscal), o scanner para leitura dos códigos de barra, o pinpad para passar os cartões e a esteira para puxar as compras.
Quais os fatores existentes no seu ambiente de trabalho que interferem na execução das tarefas?
O barulho durante o movimento da loja e o sistema sobrecarregado.
Sob quais condições você trabalha? Descreva as condições desagradáveis como ruídos, temperatura, odores, iluminação inadequada, etc.
Os barulhos são freqüentes da música alta, pessoas falando alto ou gritando, ar-condicionado impróprio para ventilar.
Qual é o maior e o menor esforço exigido no seu cargo?
O maior esforço é o movimento repetitivo nos braços e o menor esforço é a abordagem inicial (Bom dia; Boa tarde e Boa noite).
O trabalho é executado:
Em pé Ocasionalmente
Carrega peso? Sim
Médio Ocasionalmente
Seu trabalho exige esforço visual?
Freqüentemente
Seu trabalho exige esforço mental? Especifique.
Sim, prestar bastante atenção e concentração no recebimento de valores.
Você supervisiona diretamente o trabalho de outros funcionários? Indique o cargo e número de funcionários supervisionados.
Não
No seu trabalho você tem contato direto com a clientela?
Freqüentemente
Quantas pessoas exercem o mesmo cargo que o seu na empresa?
São cinqüenta funcionários no inverno e na temporada chega em média de cem funcionários.
Na sua opinião qual a importância do trabalho que exerce?
Tem como importância de fidelizar os clientes oferecendo um trabalho com alta qualidade.
Você almeja mais para sua carreira profissional?
Sim, é um conhecimento que vem adquirindo a mais e com isso pode dar novas idéias para aprimorar o trabalho.
Você acha que há possibilidades de crescimento dentro da empresa?
Demonstrando um bom desempenho e interesse pela empresa pode-se até chegar ao cargo de gerente.
O que esta empresa representa para você?
Representa a condição de viver, de conseguir realizar os sonhos.
Você tem sugestões para melhorar a qualidade de trabalho desta empresa?
Procurar definir um tempo máximo de crescimento para os funcionários que mais se destacam.


DESCRIÇÃO DE CARGO DE ATENDENTE DE LOJA

Nome da empresa
Strutura

Título do cargo
Atendente de loja

Sumário do cargo
Responsável pela organização e separação das roupas devido nos seus lugares e cabides, responsável pelo um ótimo atendimento ao cliente, responsável pela uma boa aparência e uma disposição tanto para atender os clientes e para atingir as metas.

Relações
Reporta-se ao gerente de loja.
Supervisiona: responsável pela imagem da empresa, pela satisfação dos clientes oferecendo os produtos conforme as suas necessidades.
Trabalha com os demais setores da loja, pois são: loja; depósito e caixa. Mas na hora de movimento dá mais prioridades na área de venda.

Qualificações
Educação: Ensino médio completo.
Experiência profissional: curso de vendas e informática.
Requisitos básicos: boa comunicação, flexibilidade e disposição.

Iniciativa
Atingir as metas, pontualidade e criatividade.

Responsabilidades
- Prestar um ótimo atendimento ao cliente, ter agilidade para arrumar as roupas;
- Levar o cliente até o caixa para finalizar a compra e mostrar os meios de pagamentos que o cliente efetuará para o operador de caixa;
- Manter o cabelo e barba feita diariamente, e quando for para atender os clientes evitar mascar chicletes.

Ambiente
A loja toda, pois quando falta produto tem que ir ao depósito e às vezes também opera o caixa, mas na temporada é mais o gerente que opera o caixa.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Prosa em Poesia I: Coração Sincero

By James Ribeiro

Não te prometo céu
Mas não serei inferno

Não te prometo a vida
Mas momentos que vão faze-la valer a pena

Não te prometo felicidade
Mas calor e carinho

Nem fidelidade
Mas contigo meu coração estará

Não te prometo eterno amor
Mas um terno olhar aqui e agora

Não te prometo nada
Mas tudo, enfim, terás

domingo, 7 de junho de 2009

Google Reader facilita leitura de novidades de jornais e blogs



GUSTAVO VILLAS BOAS

Em vez de ir aos seus favoritos, é possível trazer as novidades até você. A maior parte dos blogs, dos jornais on-line e até dos sites de vídeos e dos de foto possuem fontes de RSS.
Normalmente representado por um botãozinho laranja que aparece ao lado do endereço ou na página, o RSS, em geral, entrega ao usuário um resumo das atualizações de um site, como título, autor e trecho de uma postagem ou um artigo.
O programa pode ser um software on-line, como o Netvibes ou o Google Reader, ou até mesmo o navegador. (Nota do Blog: Para ir para a página do Reader, clique aqui. É só utilizar a sua senha do Orkut)
Para usar o Reader, basta ter uma conta do Google, como a usada no Orkut.
Existem várias maneiras de adicionar uma inscrição. Uma das mais fáceis é, na tela do Google Reader, no cantinho superior esquerdo, clicar em Adicionar inscrição.
No campo que se abre, você pode colar um endereço da internet -se ele der acesso a uma fonte RSS, a assinatura se completa --ou usá-lo como um mecanismo de busca de feeds.
Nesse caso, escreva alguns termos e veja quais resultados podem lhe interessar. Clique sobre eles.
Ainda no menu esquerdo, abaixo de Adicionar inscrição, fica o item Página inicial.
Essa página mostra as novidades nas suas assinaturas, além de indicar sugestões para novas fontes.
As recomendações são baseadas em localidade e em pessoas com gosto parecido. Mudam sempre e têm ótimo nível de personalização.
Também na esquerda, você vê quais são as suas inscrições. Os números em negrito mostram quantas novidades foram colocadas nos sites assinados que ainda não forma lidas.
No pé das postagens, que você lê no centro da tela, há vários recursos. Marcar com estrela significa guardar aquela postagem. De outra forma, com o tempo, ela sumirá do seu catálogo.

Você também pode acrescentar nosso BLOG no Google Reader. Basta ir em adicionar e colar nossa url: http://fgvgp2.blogspot.com/

terça-feira, 2 de junho de 2009

Poesia em Prosa I: Da queda do superhomem


Nós somos extremamente solitários em nossas dores e paixões.
Ninguém entende completamente porque estamos passando.
Nossas angústias e ansiedades, preguiça, amor, força, esperança e sonhos são profundamente pessoais.

Nunca serei entendido. Nunca entenderei o outro.

Minha vivência tangencia o outro, o encontro. Mas, em certa parte, o outro se despede e volta à solidão, inseparável solidão, irreparavelmente insuportável!
Cresço ao me reconhecer nesta jornada insegura, solitária, humana.
Na efemeridade do encontro, cresço. Na maturidade da percepção de que o outro não é eu, não me pertence. Não o controlo.

Na fantasia do superhomem, poderoso extraterrestre salvador dos pobres e oprimidos, crio a ilusão do controle. Acho o Dominus em fantasia.
Mas logo a realidade desabona na ânsia de matar a ilusão. Concreta, real. Fala. Grita.
 
“Só loucos são superhomens”

Contos de Terapia (clique para ampliar)










sábado, 30 de maio de 2009

Coleção Grandes Psicólogos










Wilhelm Reich, nascido em 1897 na Galícia, foi o fundador do que poderíamos chamar de psicoterapia orientada para o corpo.
Em seu trabalho Reich veio, gradualmente, enfatizar a importâcia de lidar-se com os aspectos físicos do caráter de um indivíduo, em especial os modelos de tensão muscular crônica, que ele chamou de couraça muscular.
Ele estava também interessado no papel que a sociedade desempenha na criação de inibições dos instintos - em particular os sexuais - do indivíduo

Francés afirma que a unidade fundamental do pensamento reichiano pode ser apreciada em sua obra A função do orgasmo, publicada em 1929, que indica a base da enfermidade mental e dos conflitos e tensões sociais como uma perturbação do desenvolvimento livre e sadio das funções biológicas básicas, precisamente a do orgasmo, relacionando o equilíbrio individual e social com o equilíbrio orgânico e celular no quadro de um processo energético.

Conceitos básicos:
1. A saúde psíquica depende da potência orgástica;
2. A enfermidade mental é um resultado das perturbações da capacidade natural de amar;
3. A maioria dos seres humanos sofre de impotência orgástica, pois a energia biológica está bloqueada e se converte, assim, na fonte das mais diversas manifestações irracionais;
4. A cura dos transtornos psíquicos requer, em primeiro lugar, o restabelecimento da capacidade natural de amar. Isso depende tanto das condições sociais como das psíquicas;
5. As perturbações psíquicas são o resultado do caos sexual, originado pela natureza da sociedade;
6. A energia vital, em circunstâncias naturais, tem poder de auto-regulação;
7. A estrutura caracterológica do homem atual – que vem perpetuando uma cultura patriarcal e autoritária há quatro mil anos –caracteriza-se por um “encouraçamento contra a natureza dentro de si mesmo e contra o mundo social que o rodeia”. (Reich, 1974) Esse encouraçamento do caráter é a base da solidão, do desamparo, do insaciável desejo de autoridade, do medo da responsabilidade, da angústia mística, da miséria sexual, da rebelião impotente, assim como de uma resignação artificial e patológica. Os seres humanos têm adotado uma atitude hostil quanto ao que está vivo dentro de si mesmos, do qual têm se distanciado. Esse encouraçamento não possui uma origem biológica, e sim social e econômica;
8. A formação do caráter no âmbito autoritário tem como ponto central não o amor parental, mas a família autoritária. Seu instrumento principal é a supressão da sexualidade na criança e no adolescente;
9. O não cumprimento da lei natural da sexualidade (o homem é a única espécie que não a cumpre) é a causa imediata de uma série de desastres terríveis. “A negação social extrema da vida conduz às mortes em massa em forma de guerras, assim como as perturbações psíquicas e somáticas do funcionamento vital.” (Reich, 1974);
Segundo Ruiz e Marinho (2004) Os seres humanos, da mesma forma que todos os seres vivos, possuem uma energia interna que Reich nomeou de energia orgônica. ‘A energia orgônica flui em ritmo constante através de todo o corpo, do alto da cabeça à planta dos pés, pode ser sentida como uma agradável e quente sensação de saúde e bem estar’ (BEAN, 1973). Quando a energia orgônica não pode percorrer esse caminho de ida e volta, vai ocorrer um excesso de energia criando um estado de tensão. As queixas são comuns no consultório sobre impulsividade, doenças psicossomáticas, solidão, depressão, entre outras, pesquisando alguns casos, juntamente com a teoria encontramos um ponto em comum, a necessidade que as pessoas têm de um apoio emocional, o medo de estar consigo mesmo e a busca desenfreada para preencher um vazio de si mesmo.

Segundo Reich, a Energia Orgônica teria as seguintes propriedades principais:
1. A Energia Orgônica é livre de massa; não tem inércia nem peso.
2. Está presente em qualquer parte, embora em concentrações diferentes, até mesmo num vácuo.
3. É o meio para a atividade eletromagnética e gravitacional, o substrato da maioria dos fenômenos naturais básicos.
4. A Energia Orgônica está em constante movimento e pode ser observada sob condições apropriadas.
5. Altas concentrações de Energia Orgônica atraem a Energia Orgônica de ambientes menos concentrados (o que contradiz a lei da entropia).
6. A Energia Orgônica forma unidades que se tornam o centro da atividade criativa. Estas incluem células, plantas e animais, e também nuvens, planetas, estrelas e galáxias.

Referências:

RUIZ, E. A. R.; MARINHO, S. E. Uma forma de sustentação: holding. In: CONVENÇÃO BRASIL LATINO AMÉRICA,CONGRESSO BRASILEIRO E ENCONTRO PARANAENSE DE PSICOTERAPIAS CORPORAIS. 1., 4., 9., Foz doIguaçu. Anais... Centro Reichiano, 2004. Disponível em Centro Reichiano.
http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=161&sec=53
http://www.geocities.com/SunsetStrip/Palms/2102/reich1.html.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Comportamento e Neurociência


Existem assuntos extremamente interessantes e cheios de intrincadas questões. Um destes é a influência biológica no comportamento.
Há provas na Neurociência de que a nossa consciência, personalidade, comportamentos sexuais, dentre outros aspectos tidos, até há pouco, como simplesmente culturais e psicológicos, são profundamente influenciados pela anatomo-fisiologia cerebral, como demonstrado por Damasio no caso de Phineas Gage.
Segundo a HSM de Novembro/Dezembro, a Neurociência está entre as 05 ciências mais promissoras para o futuro.
Se você quiser se aprofundar no assunto, um bom início pode-se dar com a leitura do livro As Bases Biológicas do Comportamento: Introdução à Neurociência, do professor Marcos Lira Brandão, da USP.
O livro trata desde noções básicas de neuroanatomia e de neurofisiologia até pensamento e linguagem. Ele está disponível para download online e gratuito. Para baixar, clique aqui.

Agradecimentos ao Professor Tony Nelson, da Universidade Federal do Maranhão, pela indicação do link.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Notícias do Novo Enem

Por Wanessa de Almeida
Do site BrasilEscola
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou ontem a matriz de habilidades do novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O documento foi aprovado pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação, Consed, com o aval das universidades federais.  A matriz traz um conjunto de 30 habilidades para cada uma das quatro áreas que irão compor o exame a partir de agora: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e matemáticas e suas tecnologias. Além disso, para cada área, também são explicitados quais conteúdos curriculares específicos do ensino médio relacionados. Vale ressaltar que a disciplina de Língua Estrangeira só será incorporada ao exame a partir do ano que vem.
A ideia do MEC é que o novo modelo incentive o raciocínio com questões que medem o conhecimento dos alunos por meio de enfoque interdisciplinar. O Inep ressalta que a nova proposta não abandona a idéia de questões contextualizadas, que exigem do estudante a aplicação prática do conhecimento, e não a mera memorização de informações.  Cronograma O instituto divulgou também o provável calendário do Enem 2009. As inscrições deverão ser feitas entre 15 de junho e 17 de julho. A maneira como elas serão realizadas é que ainda não está definido. As provas serão aplicadas nos dias 3 e 4 de outubro.  Já os resultados das quatro provas de múltipla escolha serão disponibilizados no dia 4 de dezembro. O resultado final, que inclui a nota da redação, será publicado em 8 de janeiro de 2010.  Vestibular unificado  Até o fim deste mês, o Ministério da Educação (MEC) irá anunciar a relação final de universidades federais que vão adotar o novo Enem como critério de seleção. O dia 20 maio foi o prazo final estabelecido pelo Comitê de Governança do Enem para que as instituições que vão utilizar o exame como fase única em seus vestibulares se manifestem. Vencido o prazo, será realizada uma reunião entre os reitores dessas universidades e o Comitê, para o aperfeiçoamento das regras do Sistema de Seleção Unificada. 
Para baixar o documento clique aqui.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Lidando com a raiva


Por Reg Connolly no site Golfinho.com.br

Por volta de 1700, viveu um médico britânico chamado John Hunter. Ele tinha um péssimo humor e, não surpreendentemente, sofria de angina peitoral. Ele costumava dizer: "Minha vida está à mercê de qualquer salafrário que decida provocar a minha ira." Isso foi profético. Numa reunião do conselho do St. Georges Hospital, ele se envolveu numa discussão acalorada, retirou-se em sinal de desaprovação e caiu morto.

O que a raiva nos provoca

Por milhares de anos tem sido reconhecido que a raiva contribui para numerosas doenças físicas, especialmente as do coração, como no caso de John Hunter. Ela também tem outros efeitos, mais imediatos e desagradáveis. A raiva crônica ou contínua consome muita energia mental e física, retira o prazer da vida, interfere no pensamento construtivo e proveitoso, ameaça nossos relacionamentos e a perspectiva de uma carreira, solapa a nossa auto-estima e, quando exagerada, pode nos obcecar de tal modo que impede outros pensamentos na nossa mente.

Depois de uma forte discussão, você pode ficar afetado por horas, ou mesmo dias, enquanto, por inúmeras vezes, você revisa o evento na sua mente, agita as sensações da raiva e inclui outras. E, durante esse tempo, o seu humor está sendo governado pela memória da pessoa com quem você está furioso. Você está fora de controle. Você é vítima do evento.

O que é raiva?

Raiva é a sensação que experimentamos quando os eventos no nosso mundo não estão indo de acordo com nossos planos ou critérios. É como se tivéssemos uma ideia interna de como as coisas, eventos e pessoas deviam ser – e, quando elas não "dançam no nosso ritmo", ficamos furiosos e, ao mesmo tempo, nos sentimos frustrados ou tentamos mudá-las.

Razão... ou felicidade?

Muitas vezes, sentimos que a nossa raiva é totalmente justificada e ficamos pensando: "Bem, se o mundo andasse segundo as minhas regras, seria um lugar muito melhor – então, quem pode me culpar por me sentir irritado com a estupidez ou a negligência dos outros – com a recusa deles em reconhecerem que o melhor caminho é do meu modo..."

Isso, evidentemente, é tolice. O mundo não anda nem irá andar pelas regras de qualquer um. O mundo sempre será completamente caótico. Esta é a realidade – e não há sentido em estimular isso. Também é um fato que o mundo é povoado por muitas pessoas com regras, valores e comportamentos um pouco excêntricos (de acordo com nossos padrões).

Elas continuarão a dirigir seus carros de maneira diferente da nossa – e a ter diferentes opiniões sobre o que é ou não um comportamento respeitoso, pontualidade, asseio, honestidade, etc. Ficar furioso é inútil porque não muda nada. Nós nem mesmo temos o direito de mudar as outras pessoas.

Você pode sentir que estava com a RAZÃO quando ficou brabo. Mas a pergunta chave é: isso o deixou contente? Isso contribuiu para a sua FELICIDADE? E para a felicidade das pessoas em sua vida?

Como isso ocorre?

Entender a mecânica da sua raiva é o primeiro passo para controlar esse humor. Essa mecânica é bem simples. Você tem uma versão de como as coisas devem ser e compara continuamente a realidade com a sua versão – e fica furioso quando a realidade pega a versão errada!

Como parte desse processo, você tem uma lista mental de gatilhos que você compara com a realidade e quando a realidade pega ‘o errado’, você fica raivoso.

O que fazer com a raiva?

(1) Conservar – ou expressar?

Alguns especialistas dizem que você deve "expressar" a sua raiva em vez de refreá-la. Eles chamam a atenção que a supressão da raiva pode levar a doenças no coração. Outros dizem que expressar a raiva torna as coisas piores porque ela agrava uma situação já difícil e pode trazer consequências desagradáveis para os seus relacionamentos, sua carreira, e até mesmo para a sua autonomia pessoal.

A escolha parece ser desabafar, e não ficar doente – mas você pode acabar sozinho ou na prisão. Ou dominar a sua raiva e ser mais benquisto – porém ficar doente!

Felizmente, existe uma terceira opção – em primeiro lugar, não ficar furioso.

(2) Dissolver a raiva

A melhor maneira de lidar com o hábito da raiva é impedir, em primeiro lugar, sua ocorrência. Descobrir quais os gatilhos que despertam as suas sensações de raiva e desativar cada um sistematicamente. Ao fazer isso, reconheça como esses gatilhos o controlam, porque é isso que eles fazem – você encontra o gatilho e vai embora – no piloto automático, fora de controle, dirigido por suas emoções.

Comece fazendo uma lista de todos os gatilhos que produzem faíscas em você. Ao fazer isso, considere o valor de permanecer no controle desses gatilhos. Por exemplo, a sua auto-estima sofre – mais tarde você se sente mal porque se deixou envolver e perdeu o controle. Você se sente mal pensando em como os outros o enxergam. Sua família, seus parceiros e seus amigos tendem a tratá-lo com precaução, porque eles não podem relaxar na sua companhia – eles têm que ficar de guarda, esperando a próxima explosão. E, depois, aquelas desculpas e intenções – "Eu sinto muito. Nunca mais vou fazer ou dizer isso novamente. Eu prometo!" E ninguém mais acredita em você.

Há também o custo para a sua paz de espírito, ao revisar os eventos infinitas vezes, repassá-los e sentir novamente as mesmas sensações repetidas vezes! E, todos os dias, ficar atento a todas as oportunidades para se sentir perturbado.

(3) Um gatilho por semana

Pegue um gatilho por semana e desative-o. Decida que a partir de agora você quer ser feliz na maior parte do tempo, mesmo que tenha que deixar as pessoas "fazerem as coisas do jeito delas". Escreva o custo de continuar vítima desse gatilho para a sua saúde, felicidade, relacionamentos, etc.

Só fazer isso não irá impedi-lo de ficar furioso. Você precisa fazer um pouco mais. Ao ficar furioso, acalme-se imediatamente com algum exercício de respiração e depois tenha um papo racional com você mesmo – "Tá certo, fiz de novo. Eu me deixei levar. Mais uma vez fui enganado por ele. Mas estou aprendendo a aceitar as coisas mais facilmente pois sei o que me custa deixar os gatilhos me controlarem e também porque já estou farto de ser vítima deles!"

Desenvolver dessa maneira a sua atenção, de forma metódica, irá desativar gradualmente a sua tendência de perder as estribeiras. Também desativa a tendência de justificar a sua raiva. Na PNL nós chamamos esses gatilhos de âncoras .

Os epiléticos sabem quando um ataque é iminente e tomam as precauções adequadas; 
nós devemos fazer o mesmo com relação à raiva. (Sêneca)

Nem tudo é "ruim"

Lembre-se de que nem toda raiva é insalubre. Algumas vezes a raiva é bastante apropriada – ela pode ser a nossa defesa para impedir que outras pessoas nos manipulem ou nos dominem. E pode nos motivar a agir contra a injustiça. A raiva é saudável quando não é contínua e quando canalizada adequadamente em uma ação apropriada.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Como escrever melhor

Do site Efetividade.com

Não se intimide. Colocar suas idéias por escrito pode ser uma tarefa desafiadora, ainda mais quando se quer fazê-lo de forma sintética. Aceite o desafio, pois um texto curto e direto tem muito mais chance de ser lido integralmente, e o processo de escrevê-lo pode ajudar você até mesmo a refinar a sua idéia.

Primeiro sintetize mentalmente. Não saia escrevendo parágrafos a esmo, para depois se ver obrigado a amputá-los, formando um texto desconjuntado. Pare, delimite, pense nos tópicos essenciais do seu tema, coloque-os em ordem de importância, corrija excessos e ausências. Ao fim do processo, você já terá uma boa idéia do que deverá ser escrito, e em que ordem.

Deixe o título e o começo para depois. Em um texto curto, a primeira frase pode ser a mais importante, e não necessariamente precisa seguir a regra de apresentar uma síntese. Existem muitas formas de dar ao leitor uma razão para prosseguir a leitura (o texto que você está lendo, por exemplo, começou com uma pergunta que apresenta um desafio), e é mais fácil escolher a certa quando o corpo do texto já está pronto.

Seja direto. Você não precisa guardar o melhor para o final, e nem abusar de enfeites estilísticos. Bons textos curtos vão direto ao ponto, em palavras simples e vivas, com uma sequência lógica e cadenciada.

Quebre os parágrafos. Nem sempre é adequado recorrer a listas de itens, como eu fiz neste texto, mas vale a pena evitar os parágrafos longos. Em um texto organizado e bem dividido, o leitor tem maior facilidade em captar a importância e o interesse antes mesmo de começar a ler.

Escreva para o seu leitor. Parece óbvio, mas muita gente escreve sempre como se o texto fosse ser lido pelos seus professores, pelos seus desafetos ou, ainda pior, pelo Google. Saiba a quem você está se dirigindo, e use a linguagem adequada, sem jargões, sem técnicas que privilegiam indexadores em detrimento dos leitores de carne e osso, e sem exagerar na inclusão de destaques, piadas internas e espertezas verbais.

Não tente esgotar seu tema. Poucos temas podem ser esgotados em 2 páginas. Ao escrever um texto curto, mantenha o foco nos aspectos essenciais. Se necessário, referencie fontes onde há maior detalhamento, mas sem tentar reproduzi-las.

Busque o equilíbrio. Após escrever a primeira versão, compare o texto com a lista de tópicos essenciais que você identificou antes de começar. Verifique se estão todos presentes, e se você não dedicou espaço demais aos seus preferidos, em vez dos mais importantes.

Leve o leitor a concluir algo. O leitor pode até discordar de você, mas precisa terminar a leitura sabendo qual era a sua intenção - mesmo quando o texto terminar em um questionamento ou convite a reflexão.

Releia, treleia e quadrileia. Em textos curtos, todos os erros ficam mais evidentes. Revise múltiplas vezes, procure por erros de ortografia e estilo, corrija as idéias incompletas e os excessos.