quarta-feira, 6 de maio de 2009

CRISE! Brasil: tá frio ou tá quente?



Do Blog do Vinícius da Folha Online

A economia está saindo do fundo do poço? A brasileira parece que está. Pelo menos do poço em que fomos metidos em dezembro. Mas estamos saindo do poço como aqueles personagens de filme de terror: subindo muito devagar, suando, nos agarrando às pedras com as unhas, num lugar cheio de escorpiões, e levando uns tombos. Abaixo, um "tá frio, tá quente" do dia de hoje.

  • Minério da Vale: cai muito. A produção de minério de ferro da Vale caiu 37,1% no primeiro trimestre de 2009 (em relação ao primeiro de 2008). A empresa fechou algumas minas menos produtivas.
  • Indústria paulista: maior recessão desde 2003. A atividade da indústria paulista caiu 13,1% em março de 2009, diante de março de 2008. Em relação a fevereiro, subiu um tico, 0,5%. São os dados do Indicador de Atividade Industrial da Fiesp, divulgados hoje. No primeiro trimestre de 2008, queda de 14,9% em relação ao início de 2008, o pior número desde 2003, quando a série começou. O indicador acumulado em 12 meses é de baixa de 1,7%,. Ou seja, se o "ano" tivesse terminado em março, a indústria teria encolhido 1,7% em São Paulo. O Nuci, o nível de utilização da capacidade instalada, caiu de fevereiro para março, de 77,6% em fevereiro para 76,7% em março. As fábricas estão bem ociosas. Em março de 2008, o Nuci estava em 82,7%. De bom, o índice de expectativas, o Sensor, ficou no azul no início de abril.
  • Gás: subiu "na margem", vazou todo, no ano. O consumo de gás natural subiu 3% de fevereiro para março. Bom? Bem, melhor do que nada. Mas caiu 32,5%, se comparado março de 2009 a março de 2008. Muito ruim.
  • Crédito e vendas: meio cheio, muito vazio: as consultas aos serviços de proteção ao crédito do país caíram 5,5% (março de 2009 contra março de 2008), segundo dados da Rede Nacional de Informações ao Crédito (Renic), divulgado hoje pela Associação Comercial de São Paulo. O indicador mensal, de fevereiro para março, melhorou bem, com alta de 19,7%, mas é volátil demais para ser levado ao pé da letra. No caso da comparação trimestre x trimestre, a queda foi de 12,4% ante o início de 2008.

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