segunda-feira, 18 de maio de 2009

Lixando a poupança popular



Do Blog do Vinícius da Folha Online


Na política, o debate sobre o imposto sobre a poupança parou no populismo da oposição, que faz propaganda enganosa a respeito da mudança realizada pelo governo Lula (mudança, por sua vez, proposta às pressas, atrasada e feita quase de improviso).

A oposição está preocupada com as economia populares? Não. Não discute a remuneração do FGTS, que faz anos perde da inflação. O FGTS está encolhendo. A oposição está preocupada com o custo altíssimo das taxas de administração cobradas sobre fundos de investimento (em especial daqueles fundos nos quais os poupadores com menos dinheiro aplicam)? Não. A chacrinha sobre a mudança nas cadernetas é apenas uma picuinha oportunista que não discute a sério os problemas de remuneração da poupança (coisa que o governo federal também não faz). Enfim, estão se lixando para os problemas reais. Esse foi o tema da coluna de domingo na Folha.

Trechos:

"Fundos de investimento em renda fixa mais populares, com taxas de administração alta e rendimento pior, estão pagando mais ou menos a mesma coisa. Pode haver CPI da Petrobras. Vai haver CPI das taxas de administração dos bancos?

No ano passado, o dinheiro guardado no FGTS perdeu da inflação, como quase de costume. Quem não investiu parte do FGTS em ações da Petrobras ou da Vale tem perdido dinheiro. Desde 2003, o dinheiro parado no FGTS encolheu 3%, em termos reais. O FGTS paga apenas 3% de juros mais uma taxa chamada TR. No ano passado, isso deu menos de 5%. A inflação foi de quase 6%."

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