domingo, 8 de agosto de 2010

Aprendi a não ter medo do que a vida reserva para mim
Aprendi que não preciso viver assombrado pelos fantasmas do passado

Que posso acreditar num futuro melhor
Que na vida, não se tem garantia de nada

Aprendi a conviver comigo mesmo
A me divertir
A fazer piadas, para mim mesmo

Aprendi que sou minha melhor companhia

Descobri que existem caminhos irresistíveis
Que não posso viver a vida pelos outros
Que arrogância é falta de confiança

Vejo por novos olhos
Novos a cada dia
A cada laço criado
Cortado, esmaecido
Fortalecido, energizado

Sinto uma brisa da sabedoria que tentaram um dia me ensinar
No colo de meu avô

Sinto a tempestade que tentei acalmar
De minha juventude insólita
Em quantas pedras me machuquei!

Estou olhando no horizonte
Não me sobra muito tempo a mais
Quanto ele será, não sei
Mas qualquer que seja, pequeno será

O que me resta de mim
Tecelão que sou
Uma rede coserei
De pessoas, experiências e Sentimentos

Quem sabe, um dia, Colorida rede
Lançarei ao infinito