sábado, 31 de março de 2018

sexta-feira, 16 de março de 2018

Muitas pessoas perguntam: por que fazer terapia?

Para responder esta questão, podemos reformular esta pergunta.

“Por quem eu devo fazer terapia?”


Assim a resposta se torna simples: Por você, para você e também pela sua família, pelos que vieram antes e pelos que virão depois de você.
O processo terapêutico mais do que um processo de autoconhecimento e de autodesenvolvimento é acima de tudo uma atitude muito sábia: Cuidar da saúde mental.
Todos nós enfrentamos ao longo da vida situações e momentos difíceis, perdas, frustrações, decepções. Acontece que em algum momento a tal da vida parece que empaca. O trabalho que antes era perfeito e satisfazia todas as necessidades passa a ser um fardo, já não agrada mais. Aquele relacionamento que inicialmente atendia a todas as expectativas de repente acaba, simplesmente acaba, ou deixa de ser suficiente.
Muitas vezes acabamos por culpar tudo e todos, nos vitimizamos diante dos problemas, quando na verdade tudo está dentro de nós. Bom, pensando que temos capacidade racional para instintivamente resolver nossos próprios problemas, vamos tentando. Logo começamos a perceber que tudo na verdade não está tão bem quanto parecia estar. Para reconhecermos a necessidade de iniciar um processo de Psicoterapia, primeiramente é necessário libertar-se de qualquer prejulgamento ou preconceitos, é preciso aceitar-se como tal, reconhecer que diante dos percalços da vida cada um usa a arma que possui, e que as vezes simplesmente não temos armas nem forças para lutar.
É preciso reconhecer que todos temos nossas fraquezas, medos, inseguranças, frustrações, e que, aceitar ajuda na verdade é assumir que o fato de estar no fundo do poço não quer dizer que não vá sair de lá.
Quando estamos envolvidos por completo no problema ele se torna maior do que realmente é, nosso olhar fica condicionado a focar somente o lado negativo. Assumir fraquezas não é mesmo uma tarefa fácil, é como se retirássemos aquela máscara de fortaleza que tanto precisamos mostrar para outras pessoas. Muitas vezes parece mais fácil “empurrar para debaixo do tapete” e deixar que se resolva sozinho. A questão é que não se resolve. A dor precisa ser sentida, o choro precisa ser derramado, a fala precisa ser explorada. Falar de tudo isso e principalmente expor sentimentos quando estes estão confusos e doloridos realmente não é nada agradável. Por isso, na vida de algumas pessoas a terapia representa libertação.
Algo que até então nunca tinha sido feito, se tornou real: OLHAR PARA SI.
Podemos dizer então que este é o primeiro passo para se preparar para iniciar um processo de psicoterapia. Após iniciado o processo de Psicoterapia, é preciso que haja a entrega, a aceitação de que o Psicólogo está ali em condição de neutralidade, de imparcialidade e principalmente: sem julgamento. Muitas pessoas acreditam que o Psicólogo precisa de fato resolver os problemas.

Vivemos em um mundo imediatista, de relações superficiais e corremos contra o relógio diariamente. Parar para cuidar de nossa saúde mental talvez seja a última coisa que pensamos em meio a tantas coisas consideradas mais importantes. Não, o Psicólogo não irá resolver os problemas, mas, com certeza, irá junto com o paciente iluminar o caminho para que ele sozinho encontre a melhor maneira de lidar consigo mesmo e com as situações do dia a dia, ou até mesmo para que ele se torne uma pessoa melhor.
Sim, sempre podemos nos tornar pessoas melhores, basta querermos. Ainda existem pessoas que acreditam que fazer terapia é algo muito distante, ou ainda, algo para “loucos”. A terapia é para aquele que tem coragem de entrar em contato com um lado que ninguém vê, sentimentos guardados, mágoas, ressentimentos. É estar disposto a se entregar ao autoconhecimento, a se responsabilizar pelos próprios atos e encontrar a melhor maneira de encarar as consequências destes, é enxergar que os problemas sempre irão existir e o que muda ou ameniza um pouco é a forma como nós olhamos para ele. “É preciso sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós” (José Saramago).
Todos somos uma coleção de histórias, memórias, dores, delícias, pecados, bondades, tragédias, sucessos, sentimentos, estamos sempre em transformação.
 E ai surge uma nova pergunta:

 O que eu posso fazer com a terapia? 


O processo terapêutico está dividido em várias fases, e talvez a mais importante de todas seja o reconhecimento. Depois que você sabe de algo em relação à forma como você reage tudo muda.
As situações podem até ocorrer novamente, mas as possibilidades do reagir mudam. Desta forma as possibilidades são infinitas.
Somente podemos mudar algo que podemos reconhecer, e quando mudamos algo, não importando o que seja, um pensamento, sentimento, sensação, etc. Interferimos de forma inegável nos rumos da nossa vida.
Podemos passar uma vida inteira fugindo do que não queremos, ou então ir ao encontro daquilo que realmente desejamos.
Definimos assim uma nova postura perante os nossos relacionamentos e todos os outros temas que sempre farão parte da nossa vida. Se você já esta preparado para um encontro com a sua essência, este é o caminho.

Aproveite, use a abuse da Terapia.

Fonte: Resiliência Humana

quarta-feira, 7 de março de 2018

Aula de Psicometria

O slide da aula de Psicometria pode ser encontrado no link abaixo:




Fonte: Aula do Professor Dr. Ricardo Primi da Universidade São Francisco. Disponível em: http://www.labape.com.br/rprimi/Psicom2/precisao.ppt. Acesso em: 12 fev. 2018.
Não sei quem sou, que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço. Fernando Pessoa , Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação. Lisboa: Ática. 1966. p. 93.




História da Psicologia Moderna (Português) Capa Comum – 12 jun 2014



ESTUDOS DE PERSONALIDADE - Teorias Neofreudianas